terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Feliz 2016








Quero desejar um Feliz Ano Novo!
Saúde, sorte, sucesso, paz e, principalmente, paciência.

Feliz 2016!


Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz 16 posts






2016 não promete ser fácil. Mas vamos passar por cima. É nóis!


Comemorando o ano de 2015, o primeiro ano do blog, um post especial com uma seleção contendo os 16 melhores posts do ano. Clique nos títulos das postagens para abri-las.


Foi proposta uma meta de 1 post inédito por semana. Estamos chegando a 61 posts e, dessa forma, a meta foi batida. Não vamos dobrá-la, mas ela está renovada para o próximo ano: pelo menos 50 posts inéditos em 2016.


Aqui no blog, foram 9 comentários nos posts. No entanto, a interação foi um pouco maior nos e-mails e nas redes sociais (WhatsApp, Facebook, Twitter e Google Plus). Esperamos muito mais interação em 2016!


A seguir, a nuvem de tags com os assuntos mais falados aqui no blog:







Esse metapost é uma espécie de declaração de escopo do blog. Uma declaração de princípios também. Objetivos que nortearam (mais ou menos) os escritos.








Sobre o lançamento do ebook Fazendo um projeto dar certo – razão de ser deste blog.








Para fazer um projeto dar certo, primeiro é preciso saber o que é um projeto.








Sobre a primeira apresentação pública do livro.








Sobre o projeto do casamento matuto da minha irmã.






Sobre os meus 30 anos.







A chegada do segundo filho, nesse caso, do segundo livro. Miragens – versos diversos pro tempo passar.






Sobre o projeto de ir bater uma selfie de Plutão. O título é uma expressão regional. Esse texto foi muito elogiado.







Um texto bem familiar e emotivo sobre planejamento, replanejamento e improviso. Também um texto muito elogiado.



Esse é o post mais científico do blog: um post-resumo agrupando todos os posts que expuseram em detalhes a pesquisa de conclusão do meu MBA sobre as práticas de comunicação mais utilizadas nos projetos de sucesso.







Um post derivado de uma pergunta da plateia. Mais uma vez explorando o futebol para falar sobre gerenciamento de pessoas.






Um post do tipo modinha com X dicas para resolver alguma coisa. Reuni um subconjunto das dicas expostas no livro.







Um post bem técnico sobre gerenciamento de projetos e com um título direcionado às pesquisas do Google.






Um post bem técnico sobre desenvolvimento de sistemas, grandes sistemas, no caso. Apresentamos números de usuários dos maiores sistemas atuais.







Um post mais amplo sobre o sistema de TV e transmissões pela Internet. Até aqui, o post mais comentado e visualizado do blog.






Inaugurando o tema produtividade pessoal. Um desafio e um incentivo para que todos persigam metas e tenham uma vida mais plena.




Feeeeeeeeliz 2016!




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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os smartphones vão acabar?






Daqui a 10 anos os smartphones vão acabar.


Talvez nem demore tanto, pois as tecnologias atuais têm uma vida útil curtíssima.


Em um oferecimento dos nossos patrocinadores, esse é mais um post nostradâmico, apocalíptico, apelativo e sensacionalista. Os smartphones vão acabar.


A minha irmã está bem preocupada com o novo modo de vida da nossa sociedade, tão bem ilustrada na foto sarcástica que abriu o post. (Repare que há uma sétima pessoa com smartphone, registrando a foto). A minha irmã me mandou o link a seguir:




É um novo fenômeno agora em que os bares precisam ter WiFi. Parece até um item do cardápio: tem WiFi? WiFi com fritas! Hehe


Os bares mais modernos têm até carregador portátil para múltiplos aparelhos ao mesmo tempo. Olha só como é uma confraternização de uma galera da TI:





Será que vamos todos virar corcundas? Uma geração de corcundas? Será que o homem está se curvando novamente?





Eu, como irmão mais velho, precisava acalmá-la.


E a única inspiração que me veio foi mandar essa: “Anota aí: em 10 anos, vai acabar”.



Obsolescência programada
A obsolescência tecnológica já mandou para o museu diversos produtos que pareciam indispensáveis à vida: máquina de escrever, fita K7, Walkman, fita VHS, disco de vinil, mimeógrafo, câmera fotográfica… Tecnologias melhores foram inventadas e eles simplesmente perderam o seu espaço.





No parágrafo anterior, falamos de equipamentos que existiram há 20, 30 ou 50 anos… Que muita gente talvez nem conheça. E o que dizer de equipamentos bem mais recentes, como: CDs, DVDs, Blu-ray, telefone celular convencional, tablets, mouse do computador e até mesmo pen drives? Eu também os considero extintos. Se não ainda de forma definitiva, é apenas uma questão de se esperar mais 2 ou 3 anos. Logo, logo chegará o dia dos smartphones.


É a obsolescência comercial. A indústria tem a necessidade de vender (empurrar) novos produtos e tecnologias. Se, para isso, for necessário inutilizar os produtos atuais, eles não hesitarão. Faz parte do jogo capitalista. Logo, logo chegará o dia dos smartphones. Afinal, o que é uma nova geração de IPhone cheia de “novidades”, incompatível com a versão anterior e bem mais cara, lançada a cada semestre?






Estamos chegando à era da Internet das Coisas – onde os objetos, carros, eletrônicos e eletrodomésticos estarão conectados à Internet. Por sua natureza, eles substituirão com excelência os smartphones em várias de suas funções atuais. Não é bem melhor assistir a um vídeo em alta definição em uma TV de tela grande? Não é bem melhor ouvir aquele solo de guitarra em um som de alta qualidade? Logo, logo chegará o dia dos smartphones.


Não bastasse tudo isso, outro golpe duro deve vir da sociologia. A sociedade vai perceber que dá para conviver com smartphones de uma forma mais humana. Mais gente vai começar a pensar, escrever e ler como este post. É uma tecnologia extremamente útil, mas apenas complementar e não essencial à vida. Não existia há 10 anos. E todos vivíamos bem. Não existirá daqui a 10 anos. E todos viveremos bem. Logo, logo chegará o dia dos smartphones.



Um equipamento muito esperto
Realmente, o danado é um equipamento muito esperto: fotos e filmagens em alta definição, conexão com a Internet, navegação pela Internet, redes sociais, bancos, e-mails, livros, músicas, filmes, jogos, entretenimento em geral, estudos, conhecimento, mapas, GPS, notícias (consumir e produzir), agenda, despertador, relógio, calculadora, lembretes, rádio… e, acredite se puder, o danado ainda faz ligações! Até mesmo sem sinal de rede celular!


É possível localizar seus amigos e parentes. É possível compartilhar agora mesmo com as pessoas que você gosta uma foto ou vídeo do momento. A vovó Tânia sempre fica feliz quando recebe uma foto instantânea da Isabela. A Vovó Tânia acaba de ganhar um smartphone.


Quando faltou energia aqui em casa, o danado se transformou em uma lanterna! - provando toda a sua versatilidade.






Esses dias, eu descobri mais uma de suas 1001 utilidades. Eu vi uma mocinha se ajeitando, ajeitando cabelo, ajeitando maquiagem, olhando o tempo todo para o smartphone. Ela simplesmente transformou a câmera frontal (a das selfies) em um espelho! É ou não é fantástico?


Particularmente, há duas funções no meu telefone que eu acho sobrenaturais. No aplicativo do banco, eu aponto a câmera do celular para o código de barras do boleto e voilá: é só digitar a senha e o boleto está pago.


E onde eu estiver, eu posso dizer: “ok, Google, quero ir para casa”. E o capeta me responde: “você está há tantos minutos e tantos quilômetros da sua casa”. E já me abre o GPS com os mapas me indicando o melhor caminho.


Uma coisa que não mostra muita esperteza (e aqui é esperteza brasileira = malandragem) é te colocar em ruas muito esburacadas ou perigosas à sua segurança. Acho que o navegador de trânsito é programado por profissionais de países ricos e que não têm essas dificuldades práticas por lá.


Os fabricantes estão investindo pesado em telas inquebráveis e em smartphones à prova d'água. Inquebráveis, porque os danados são lisos e adoram cair das nossas mãos (ou das mãos dos nossos filhos). O touch screen nos obriga a fazer tudo pela tela (é quase 100% da funcionalidade do aparelho). Consertar (trocar) a tela custa quase o preço de um celular novo.



Ninguém precisa transformar o smartphone em uma câmera GoPro e ficar batendo selfie do mergulho. Mas os fabricantes perceberam que muitas das quedas dos aparelhos ocorrem dentro de privadas! Isso mesmo! Daí a necessidade de telefones espertos e à prova d'água.



O que faz um telefone na serra?
Recentemente, recebemos um convite para passar o feriado em uma serra, isolados da civilização. Sem sinal de celular. Sem Internet. Sem WiFi. Como nos velhos tempos. Isolamento e descanso.


Acontece que o meu celular trabalhou praticamente durante 24 horas consecutivas. Primeiro, foi a minha filha assistindo aos vídeos da Peppa. Depois, eu o conectei na caixinha de som e ele fez a festa com a gente. Nunca pensei que um telefone sem sinal pudesse ser tão útil.



Vá dando adeus ao seu amiguinho
Brincadeiras à parte, o objetivo do post era abrir a discussão se não estamos exagerando a dose no uso de smartphones nas nossas vidas. Eu acho que são equipamentos incríveis, que nos ajudam demais no dia a dia, mas que é possível sim, usá-los com moderação.


Os smartphones vão se acabar ou vão acabar com a gente?


Diminua a ansiedade. Você não precisa estar postando ou consumindo o tempo todo nas redes sociais. Tente conviver um pouco mais com as pessoas que estão fisicamente próximas. Quando a franquia diária da operadora de celular se esgotar, pense que isso é um bom indício para soltar o celular.


Que todos comecemos a nos preparar para a despedida. Não porque eles vão acabar, mas sim, porque saberemos usá-los com moderação.





Para saber mais


PS: Um agradecimento especial ao meu tio, João Batista, e família pela participação especial no blog.


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Você já planejou suas metas para 2016?







Antecipando uma novidade do blog para 2016, começaremos a falar um pouco sobre produtividade pessoal.


Assim como as empresas, as pessoas precisam de metas para dar sentido à vida. Para quem não tem planos, metas e ambições, a vida simplesmente vai passando e nada acontece.


E você, já planejou suas metas para 2016? Vamos fazer 2016 acontecer?


Sei que tá muito piegas e parecendo autoajuda. Sei que você pode não tá nem aí para 2016 ou deixa a vida me levar, sei lá... Mas o convite aqui é para que você assuma o controle da sua vida e esteja bem melhor no futuro.


Vem aí um ano difícil para nós brasileiros. Vivemos a maior crise política dos últimos 20 anos; a economia também capenga depois de uma década próspera; várias denúncias de corrupção no noticiário; a interrelação entre os três temas anteriores; seca; muito calor; dengue e, agora, zika vírus. Mas nós todos vamos passar por cima. E precisamos chegar ao final de 2016 melhor do que estamos agora. Esse é o pensamento!








Meta tem prazo
Uma meta escrita como Ler o livro X é muito vaga. Na verdade, é mais uma intenção do que uma meta. Se der, se eu tiver a fim, se não tiver outra coisa pra fazer, se o livro estiver ali de bobeira, se os astros conspirarem, se der tempo, talvez eu dê uma folheada no livro.


É totalmente diferente de Ler o livro X até março. Agora sim, uma meta. Com prazo. Prazo este que pode ser acompanhado: estou avançando? Suficientemente para cumprir a meta?


Quebrar a meta em objetivos menores ajuda a evitar a procrastinação. Ler um capítulo por semana? Ler duas páginas por dia? Terminar a primeira parte do livro em janeiro?







Meta tem indicador
Uma meta escrita como Manter o blog atualizado é muito vaga. Na verdade, é mais uma enrolação do que uma meta. Se eu apertar F5 no teclado, o blog já estará atualizado pelo navegador. Se eu postar algumas bobagens de vez em quando, o blog vai parecer atualizado.


É totalmente diferente de Subir um post inédito por semana ou Produzir 50 novos posts em 2016. Agora sim, uma meta. Com indicador. Indicador este que pode ser mensurado: qual percentual da meta já foi atingido? É suficiente para cumprir a meta dentro do prazo?



Que tipos de metas?
Para ter uma vida plena, considere planejar metas de diferentes tipos:
  • profissionais (educação, resultados, projetos)
  • pessoais (culturais, hobbies, entretenimento, viagens)
  • financeiras (ganhar, gastar, investir)
  • de saúde (emagrecer, ficar saudável, praticar esportes)
  • espirituais (família, igreja, grupos sociais)







Planejamento financeiro
Também é possível e recompensador fazer um planejamento financeiro. Qual a sua despesa mínima de subsistência? Quais são os seus rendimentos esperados para o período? Serão suficientes? Quanto poupar? Quanto investir? Quanto doar? Como equilibrar?


Com o padrão de vida que temos, é possível saber o nosso nível mensal de gastos. É igualmente possível saber a nossa previsão de receitas – mesmo para pessoas com rendimentos variáveis.


Fazendo isso mensalmente, você ganhará conhecimento para tentar fazer o planejamento financeiro de todo o ano. Tente!


Ato contínuo, você conseguirá estabelecer metas financeiras.






Metas não são grátis
Unindo os conceitos anteriores, pense que toda meta tem um custo associado, seja em tempo, seja em dinheiro.
Quando você diz que vai Visitar o orfanato toda semana, você está dispondo de horas do seu tempo para isso.
Quando você quer Fazer uma viagem de férias, você precisa de dias sem trabalho e grana para viajar.



Mais exemplos e sugestões de metas
  • Concluir dois semestres da faculdade até dezembro (considere também quebrar em duas metas);
  • Fazer 1 semestre do curso de Inglês até dezembro;
  • Dominar tecnologia T até maio;
  • Concluir o projeto Y até agosto;
  • Viajar de férias em julho;
  • Conhecer a Europa em outubro;
  • Praticar esportes 3 vezes por semana;
  • Frequentar a igreja 3 domingos por mês;
  • Emagrecer 3 kg até março;
  • Ler 3 livros até dezembro (considere também quebrar em três metas: Ler A; Ler B e Ler C);
  • Ter um filho até junho;
  • Aprender a tocar Z até junho;
  • Aprender a pintar até dezembro;
  • Fazer o curso de pintura da escola E até dezembro;
  • Aprender a praticar o esporte E até julho;
  • Participar do congresso W em abril;
  • Participar do festival F em novembro;
  • Assistir à Olimpíada no Rio de Janeiro;
  • Assistir a um show da Banda B até dezembro;
  • Acumular X mil reais em investimentos até dezembro;
  • Gastar W mil reais em aquisições até dezembro;
  • Doar R reais até dezembro;




Você tem outros exemplos de metas a compartilhar com a gente?




Mais algumas dicas
Periodicamente, faça a revisão e o acompanhamento da sua lista anual de metas. Elas não estão simplesmente no papel. Elas estão vivas.


Dentre as metas do ano, escolha uma parte para atacar em cada momento. Selecione algumas para começar em janeiro. Selecione uma para trabalhar já na primeira semana. Vá acompanhando e direcionando o esforço para metas diferentes, de modo que todas se realizem.


Comece com poucas metas. Principalmente se você está fazendo isso pela primeira vez. Um planejador experiente pode se dar ao luxo de ter 15 ou 20 metas anuais. Um iniciante terá mais sucesso com no máximo 3 ou 5 metas.


Não dá para ganhar sempre. Fatalmente, você vai perder algumas metas. Faz parte do processo. Pode ser que você tenha desistido de alguma meta porque ela deixou de ser interessante para você durante o ano ou deixou de fazer sentido. Pode ser que você só tenha completado apenas 50% da meta, mas já é um avanço que te dará o direito de incluir uma meta “menor” (só o complemento) para o ano seguinte.






Para saber mais
No livro Fazendo um projeto dar certo, há uma seção inteira discutindo problemas sobre o planejamento e mais especificamente discutimos os problemas que a falta do planejamento adequado a um projeto pode causar no tópico O projeto não tem planejamento.


Considere também o livro a seguir:




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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Miragens



Agora eu via o mundo
E o mundo imundo me chamava pra passear
Lá fora havia um bicho
E o bicho (no lixo) queria me pegar
Aurora fazia promessas
Promessas confessas tentando me enganar
Outrora dizia versos
Versos dispersos pra me acalmar
Embora a folia regresse
Então regresse sem prece pra não demorar
Na hora que o dia já nasce
E nasce na face pra eu despertar
Namora vadia aproveita
Aproveita e se deita que eu não vou chorar
Afora a poesia é linda
É linda ainda como sempre será
Senhora relia os meus versos
Versos diversos pro tempo passar
Agora havia outro mundo
Um mundo profundo que eu tentava decifrar
E lá fora eu via um zoológico
Zoológico mágico pra eu poetar 



Se quiser saber um pouco da história da poesia Miragens, leia o livro Miragens. Lá você também vai encontrar vários outros textos e suas histórias. Veja tudo em miragens.art.br.










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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Gerenciamento de riscos e a cagada da Samarco





Peço desculpa aos leitores pelo título do post, mas não encontrei no dicionário nenhuma palavra melhor para descrever o que a mineradora Samarco fez. Um projeto que não deu tão certo e que está complicando muito a vida de várias pessoas que não tinham nada a ver com a empresa. Matou pessoas, animais, rios, sonhos... Tudo em busca de mais dinheiro e com um gerenciamento de riscos falho. Até porque, como veremos aqui, gerenciar os riscos do projeto custa dinheiro.


Riscos são eventos incertos que podem ocorrer ou não e, seguramente, vão afetar os objetivos do projeto. Não temos certeza se vão ocorrer ou não, e não temos certeza em que grau eles vão ocorrer.”


Gerenciamento de riscos consiste em identificar as possíveis incertezas e controlá-las.”


Geralmente, vemos incertezas como coisas ruins. Mas elas também podem ser positivas: e se a nossa campanha de marketing atingir o dobro do público esperado? E se viralizar?



Estratégias de resposta aos riscos
Quando pensamos nas incertezas maléficas ao projeto, as teorias apontam 4 tipos de respostas possíveis:
  • EVITAR O RISCO – significa investir uma grana para abortar a causa raiz do evento de risco;
  • TRANSFERIR O RISCO – significa terceirizar os prejuízos oriundos da efetivação do risco. De forma didática, pense na contratação de um seguro;
  • MITIGAR O RISCO – significa atuar para diminuir a probabilidade do risco ocorrer ou para diminuir os estragos causados caso o risco aconteça;
  • ACEITAR O RISCO – significa “pagar para ver”. A equipe do projeto detectou o risco, mas o considera de baixa probabilidade e/ou de baixo impacto para o projeto. Se ele acontecer, bancamos a contingência.


Analogamente às estratégias acima, temos estratégias para maximizar os riscos positivos para o projeto. Respectivamente: Provocar, Compartilhar, Melhorar e Ignorar.



Gerenciar os riscos do projeto custa dinheiro
As estratégias chamadas preventivas (realizadas antes que o risco ocorra) implicam em desembolso imediato de dinheiro. Para as estratégias reativas, também é necessário ter esse dinheiro à disposição no projeto (reserva de contingência). Este é o custo direto do gerenciamento de riscos e deve ser adicionado ao orçamento do projeto. Veja que é vital fazer um gerenciamento de riscos bem feito para evitar que o projeto fracasse pela ocorrência de um risco não gerenciado ou se torne inviável financeiramente pelos altos custos do gerenciamento dos riscos.


Adicionalmente, o projeto precisa ter uma reserva gerencial. É aquela “gordura” no prazo ou no orçamento que será usada caso aconteça algum risco além dos previstos no gerenciamento de riscos. É uma reserva necessária para aumentar as chances do projeto dar certo. Obviamente, quanto melhor a gestão dos riscos no projeto, menor será a reserva gerencial.


As notícias dão conta de que a Samarco deverá aportar 20 bilhões de reais em um fundo para recuperação da região nos próximos 10 anos, além das multas impostas pelo acidente ocorrido e do risco de falência da empresa – que não gerenciou adequadamente o risco do rompimento da barragem.


Nós, brasileiros, nos acostumamos a ouvir no noticiário a expressão “mar de lama”. Mas sempre de forma metafórica e associada à corrupção. O que a Samarco fez foi acabar com a nossa metáfora e nos trazer de volta à literalidade.







Post Scriptum
Para mim foi muito difícil escrever este post em virtude do seu alto grau emotivo. Afinal, várias pessoas inocentes e desavisadas foram literalmente enterradas vivas.


A Samarco é da Vale do Rio Doce. A nossa empresa de mineração que foi privatizada a preço de banana e com dinheiro emprestado pelo BNDES.


Quem libera as licenças para a mineração e fiscaliza as atividades é o Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério das Minas e Energia. Tudo controlado pelo PMDB. Para quem a Samarco/Vale doou dezenas de milhões de reais somente na última eleição. E o sistema é foda, parceiro!



Póstumo Scriptum
A ironia maior da história é que a empresa Vale do Rio Doce matou o vale do Rio Doce de onde ganhou o seu nome.







Para saber mais
No livro Fazendo um projeto dar certo, discutimos os problemas que a falta do gerenciamento adequado de riscos pode ter em O projeto não tem planejamento.


Considere também o livro a seguir, específico sobre Gerenciamento de Riscos:



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