quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os smartphones vão acabar?






Daqui a 10 anos os smartphones vão acabar.


Talvez nem demore tanto, pois as tecnologias atuais têm uma vida útil curtíssima.


Em um oferecimento dos nossos patrocinadores, esse é mais um post nostradâmico, apocalíptico, apelativo e sensacionalista. Os smartphones vão acabar.


A minha irmã está bem preocupada com o novo modo de vida da nossa sociedade, tão bem ilustrada na foto sarcástica que abriu o post. (Repare que há uma sétima pessoa com smartphone, registrando a foto). A minha irmã me mandou o link a seguir:




É um novo fenômeno agora em que os bares precisam ter WiFi. Parece até um item do cardápio: tem WiFi? WiFi com fritas! Hehe


Os bares mais modernos têm até carregador portátil para múltiplos aparelhos ao mesmo tempo. Olha só como é uma confraternização de uma galera da TI:





Será que vamos todos virar corcundas? Uma geração de corcundas? Será que o homem está se curvando novamente?





Eu, como irmão mais velho, precisava acalmá-la.


E a única inspiração que me veio foi mandar essa: “Anota aí: em 10 anos, vai acabar”.



Obsolescência programada
A obsolescência tecnológica já mandou para o museu diversos produtos que pareciam indispensáveis à vida: máquina de escrever, fita K7, Walkman, fita VHS, disco de vinil, mimeógrafo, câmera fotográfica… Tecnologias melhores foram inventadas e eles simplesmente perderam o seu espaço.





No parágrafo anterior, falamos de equipamentos que existiram há 20, 30 ou 50 anos… Que muita gente talvez nem conheça. E o que dizer de equipamentos bem mais recentes, como: CDs, DVDs, Blu-ray, telefone celular convencional, tablets, mouse do computador e até mesmo pen drives? Eu também os considero extintos. Se não ainda de forma definitiva, é apenas uma questão de se esperar mais 2 ou 3 anos. Logo, logo chegará o dia dos smartphones.


É a obsolescência comercial. A indústria tem a necessidade de vender (empurrar) novos produtos e tecnologias. Se, para isso, for necessário inutilizar os produtos atuais, eles não hesitarão. Faz parte do jogo capitalista. Logo, logo chegará o dia dos smartphones. Afinal, o que é uma nova geração de IPhone cheia de “novidades”, incompatível com a versão anterior e bem mais cara, lançada a cada semestre?






Estamos chegando à era da Internet das Coisas – onde os objetos, carros, eletrônicos e eletrodomésticos estarão conectados à Internet. Por sua natureza, eles substituirão com excelência os smartphones em várias de suas funções atuais. Não é bem melhor assistir a um vídeo em alta definição em uma TV de tela grande? Não é bem melhor ouvir aquele solo de guitarra em um som de alta qualidade? Logo, logo chegará o dia dos smartphones.


Não bastasse tudo isso, outro golpe duro deve vir da sociologia. A sociedade vai perceber que dá para conviver com smartphones de uma forma mais humana. Mais gente vai começar a pensar, escrever e ler como este post. É uma tecnologia extremamente útil, mas apenas complementar e não essencial à vida. Não existia há 10 anos. E todos vivíamos bem. Não existirá daqui a 10 anos. E todos viveremos bem. Logo, logo chegará o dia dos smartphones.



Um equipamento muito esperto
Realmente, o danado é um equipamento muito esperto: fotos e filmagens em alta definição, conexão com a Internet, navegação pela Internet, redes sociais, bancos, e-mails, livros, músicas, filmes, jogos, entretenimento em geral, estudos, conhecimento, mapas, GPS, notícias (consumir e produzir), agenda, despertador, relógio, calculadora, lembretes, rádio… e, acredite se puder, o danado ainda faz ligações! Até mesmo sem sinal de rede celular!


É possível localizar seus amigos e parentes. É possível compartilhar agora mesmo com as pessoas que você gosta uma foto ou vídeo do momento. A vovó Tânia sempre fica feliz quando recebe uma foto instantânea da Isabela. A Vovó Tânia acaba de ganhar um smartphone.


Quando faltou energia aqui em casa, o danado se transformou em uma lanterna! - provando toda a sua versatilidade.






Esses dias, eu descobri mais uma de suas 1001 utilidades. Eu vi uma mocinha se ajeitando, ajeitando cabelo, ajeitando maquiagem, olhando o tempo todo para o smartphone. Ela simplesmente transformou a câmera frontal (a das selfies) em um espelho! É ou não é fantástico?


Particularmente, há duas funções no meu telefone que eu acho sobrenaturais. No aplicativo do banco, eu aponto a câmera do celular para o código de barras do boleto e voilá: é só digitar a senha e o boleto está pago.


E onde eu estiver, eu posso dizer: “ok, Google, quero ir para casa”. E o capeta me responde: “você está há tantos minutos e tantos quilômetros da sua casa”. E já me abre o GPS com os mapas me indicando o melhor caminho.


Uma coisa que não mostra muita esperteza (e aqui é esperteza brasileira = malandragem) é te colocar em ruas muito esburacadas ou perigosas à sua segurança. Acho que o navegador de trânsito é programado por profissionais de países ricos e que não têm essas dificuldades práticas por lá.


Os fabricantes estão investindo pesado em telas inquebráveis e em smartphones à prova d'água. Inquebráveis, porque os danados são lisos e adoram cair das nossas mãos (ou das mãos dos nossos filhos). O touch screen nos obriga a fazer tudo pela tela (é quase 100% da funcionalidade do aparelho). Consertar (trocar) a tela custa quase o preço de um celular novo.



Ninguém precisa transformar o smartphone em uma câmera GoPro e ficar batendo selfie do mergulho. Mas os fabricantes perceberam que muitas das quedas dos aparelhos ocorrem dentro de privadas! Isso mesmo! Daí a necessidade de telefones espertos e à prova d'água.



O que faz um telefone na serra?
Recentemente, recebemos um convite para passar o feriado em uma serra, isolados da civilização. Sem sinal de celular. Sem Internet. Sem WiFi. Como nos velhos tempos. Isolamento e descanso.


Acontece que o meu celular trabalhou praticamente durante 24 horas consecutivas. Primeiro, foi a minha filha assistindo aos vídeos da Peppa. Depois, eu o conectei na caixinha de som e ele fez a festa com a gente. Nunca pensei que um telefone sem sinal pudesse ser tão útil.



Vá dando adeus ao seu amiguinho
Brincadeiras à parte, o objetivo do post era abrir a discussão se não estamos exagerando a dose no uso de smartphones nas nossas vidas. Eu acho que são equipamentos incríveis, que nos ajudam demais no dia a dia, mas que é possível sim, usá-los com moderação.


Os smartphones vão se acabar ou vão acabar com a gente?


Diminua a ansiedade. Você não precisa estar postando ou consumindo o tempo todo nas redes sociais. Tente conviver um pouco mais com as pessoas que estão fisicamente próximas. Quando a franquia diária da operadora de celular se esgotar, pense que isso é um bom indício para soltar o celular.


Que todos comecemos a nos preparar para a despedida. Não porque eles vão acabar, mas sim, porque saberemos usá-los com moderação.





Para saber mais


PS: Um agradecimento especial ao meu tio, João Batista, e família pela participação especial no blog.


Ei, psiu, se liga…
Dá para ficar sabendo das novidades do blog pelas redes sociais. Sigam-me os bons!

     

2 comentários:

  1. Você sabe qual aplicativo você mais usado e por quanto tempo?
    Sabe quantas vezes por dia você desbloqueou a tela do seu celular?

    Super recomendo baixar o aplicativo Menthal Balance (https://menthal.org/).
    Além destes dados de uso, também fornece um gráfico de personalidade e uma pontuação diária baseada no uso do seu celular.

    Particularmente, está me motivando MUITO reduzir esse vício de usar o celular o tempo todo. Não é para ninguém se orgulhar em saber que debloqueou a tela do 100 vezes e gastou 2h do seu no dia com um celular na mão, não é mesmo?

    ps: Não recebi nem R$ 0,10 para propaganda deste aplicativo!

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  2. Muito bom! Terminei minha primeira graduação em julho deste ano e observei a evolução do aparelho durante o período do curso. Nos primeiros anos as pessoas ainda tinham algum pudor em ler mensagens em aula, alguns professores até o proibiam. Ao final, estava totalmente disseminado, todos os alunos usavam o smartphone à toda hora. Considero isso uma falta de respeito com o professor e defendo a ideia de que deveria haver uma espécie de "etiqueta para uso do smartphone" seguida por todos. Sou dependente tecnológica em estado grave (rsrsr) mas não aceito que não se consiga assistir um filme, espetáculo ou aula sem que se precise ler mensagens ao mesmo tempo. Odeio falar com uma pessoa que está lendo a tela do telefone. O cúmulo disso foi ao assistir uma audiência onde o advogado de uma das partes sentado à mesa aguardando o juiz se pronunciar pegou o telefone e começou a ler. Mas o pior de tudo é que o juiz sequer o repreendeu, ou seja, já estava acostumado com essa atitude. Realmente, algo tem que mudar. Excelente texto.

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