quarta-feira, 21 de junho de 2017

Compartilhar…





Muito se fala do prazer e dos benefícios de se praticar a caridade e de se fazer doações. A questão do desprendimento, do desapego, da renovação…


O mesmo se diz do ato de presentear. Aquela sensação quando você alegra alguém com um presente, principalmente, se for inesperado.







Eu fui criado exatamente nessa vibe, mas agora tô curtindo mais compartilhar.


A palavrinha que virou moda graças às redes sociais.


Tem gente que compartilha muito nas redes, na esperança de interagir mais e de fortalecer as suas amizades e relacionamentos.


Doar implica em transferir a posse.


Se por um lado, há o desprendimento, que é algo bom. Por outro, há a perda, que não é boa. E alguém perdeu.


Compartilhar é usufruir e gozar juntos. É uma relação ganha-ganha.









Eu trabalhei essa foto inicialmente com uma intenção, mas, depois, ela também assumiu a legenda “compartilhar”.


Acho que o abraço é o gesto que melhor representa o sentido de compartilhar.


Digo o mesmo para a hashtag #tamujunto.






E o que são os esportes coletivos, como futebol, vôlei ou uma corrida de revezamento? O que é uma roda de capoeira? O que é uma equipe?


O que é uma mesa de um bar ou de um restaurante? O que é uma igreja? O que é um grupo social?








Eu estou bastante curioso para saber quantas pessoas compartilharão esse post bem como a reflexão que ele desperta.


E sinta-se abraçado!


Ei, psiu, se liga…
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

5 anos trabalhando no mesmo projeto






Uma máxima em gerenciamento de projetos é: “o bom de se trabalhar com projetos é que logo, logo você está trabalhando em outro projeto”.


No meu caso, “logo” tem valido 5 anos – o tempo em que eu estou no atual projeto – ou 15% de toda a minha vida.


Quando eu fui alocado para esse projeto, em junho de 2012, Alânia ainda estava grávida:







Hoje, Isabela já sabe todas as letras do alfabeto.


Eu viajava muito pelo projeto e, para matar a saudade, tive a ideia de incluir uma foto dela na apresentação para o cliente.






Foi um sucesso. Servia como quebra-gelo inicial para as futuras discussões quentes que teríamos. Servia também como um indicador do tempo passando no projeto.


Eu mantive a ideia durante algum tempo e vou brincar com isso também aqui no post.






E aí, quanto tempo você aguenta fazendo a mesma coisa? Na mesma profissão? No mesmo emprego? Trabalhando no mesmo projeto? No mesmo cargo? Na mesma atividade? Morando na mesma cidade? Na mesma casa? Com a mesma pessoa?


Eu fui gerente de projetos durante boa parte desses 5 anos. Mas também fui programador e analista de negócio. Também fui analista de requisitos, projetista e, o que sempre sou, analista de sistemas.


Quando eu saí da gestão, eu sempre fazia a metáfora do bando de pássaros voando. O pássaro que vai à frente faz um esforço muito maior para “quebrar” a força do vento. Os outros vêm no vácuo, “descansando”. Quando o líder cansa, um novo líder reassume e, dessa forma, a equipe toda consegue ser bem mais produtiva.






Nós estamos desenvolvendo um sistema enorme e que, além disso, ainda depende de vários outros sistemas. É um sistema financeiro de grande importância para o Estado brasileiro, pois distribui 44 bilhões de reais por mês para mais de 34 milhões de brasileiros. Dá pra ver que é uma enooorme respon$$$a.


Um colega mais experiente disse que fazer 95% desse sistema seria fácil. A dureza seria os outros 5%.


Posso falar também no gerenciamento de projetos Safadão. É aquele projeto que voa tranquilamente até os 99%, mas aí chega naquele 1%, sabe, aquele 1%? Daí, o projeto empaca e a equipe fica morrendo para concluí-lo.


Foi disso tudo que eu fui buscar inspiração no filme A Vida é Bela e pensei em alguma brincadeira para tornar o projeto mais lúdico.


Eu bolei uma barra colorida que, quanto mais verde ela ficasse, significava que mais estávamos perto do fim do projeto.


A equipe tinha que olhar aquela barra de tempos em tempos para se motivar com a evolução do projeto, uma evolução registrada visualmente.


Agora, nós chegamos a 99,96% de conclusão e a droga da barra está “toda” verde. Só há um vermelhinho invisível a olho nu, mas que está nos dando uma canseira.






Você sabe como relacionamentos são complicados. Quem nunca brigou ou ficou puto com os pais ou com os irmãos ou com os filhos ou com os parceiros ou com os colegas de trabalho?


Não é fácil trabalhar 5 anos com as mesmas pessoas na pressão para entregar um projeto desafiador.







Há sempre uma competição latente para ver quem é o melhor, quem vai ser promovido, quem vai dar a melhor ideia, quem vai ter a sua solução aprovada pelos demais…


Todo mundo já traz um caminhão de problemas de casa. Juntam-se as rusgas, os atritos, os mal entendidos… E isso 8 horas por dia durante 5 anos.


Daí haja churrasco, happy hour, festas, aniversários, almoços, cervejas… Pra ver se junta todos os cacos de novo.


É preciso muita empatia, tolerância, paciência, respeito, saber ouvir, saber pedir desculpas e, principalmente, usar fones de ouvido.






Nesses 5 anos, eu presenciei muita gente passando pelo projeto. Gente que pediu para sair do projeto ou foi realocada por necessidades da própria empresa. Gente que pediu para sair da empresa para trabalhar em outro lugar. E, acreditem, teve gente da minha equipe que pediu para sair até do BRASIL!


Muita gente me pergunta “por que eu almoço sozinho?”. Além de todas as questões logísticas e operacionais, é também uma forma de preservar os relacionamentos. De ter um tempo para mim, para “meditar” um pouco e fazer um detox dos pequenos atritos diários.







Todo dia eu preciso me olhar no espelho, dirigir 10 km e ter fé que o projeto vai dar certo.






E é isso o que eu farei novamente amanhã: estudar como dar fim nesse 0,04%.


Saudações.


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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Arrudiando o Ceará: Pontal de Maceió, Fortim (CE)








Eu mantenho os blogs com dois objetivos:
1. Divulgar o meu trabalho como escritor
2. Conhecer pessoas, músicas e lugares


Eu diria que o blog está se pagando. Já conheci muita gente por aqui e uma delas foi o José Júnior. É incrível a afinidade que temos para os mais variados tipos de assuntos. Estamos nos falando diariamente e ele acabou se tornando um dos meus melhores amigos na minha fase atual.


Nessas conversas ele estava me enchendo a paciência pra escrever um post no blog e eu, já sem aguentar, resolvi ceder e emprestar a minha caneta pra ele.


Ele é o rei do Instagram e adora fazer fotos bacanas com aquele monte de hashtags sem sentido (?). Ele vem aqui nos contar a história de uma viagem no feriado. Faltou água na casa do cara e ele quase ia bater na França por causa disso.


Um post patrocinado pela Prefeitura de Fortim através da Secretaria Municipal de Turismo. Brincadeira, o blog não tem patrocinadores. :P


Então bora lá curtir o post do “Cabeça de Jerimum”…







Arrudiando o Ceará: Pontal de Maceió, Fortim (CE)
por José Júnior


Essa é a história de um feriado incrível de um “rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso” Rsrs.


Quando o feriado da semana santa chegou, eu tinha pouca grana. É sério! :P Porém, não queria ficar em casa, onde até mesmo a água da torneira havia acabado.


Chegando na rodoviária de Fortaleza, fiz “sa-la-mê-min-guê” e caiu no guichê da São Benedito. A passagem me custou em torno de R$ 15,00 e Fortim foi o destino escolhido. A 130 km da capital, esta cidade nasceu às margens do Jaguaribe, rio que, de cara, me encantou.


Quando desci na praça já se passavam 2 horas do embarque. Sim, é este o tempo, pois o ônibus para de cidade em cidade.


As praias, como normalmente acontece, não estão na sede do município, e, sim, nas cercanias. Com 5 reais, peguei um táxi - passam a cada 15 minutos – para a famosa Pontal de Maceió.


Pontal de Maceió era uma vila de pescadores e mantém até hoje as características simples de uma. Você pode começar o dia tomando um café na calçada no Café das Artes. Ou, ainda, no fim de tarde, vendo crianças a brincar de bola com suas mães tricotando de frente à igreja.







Pontal tem tudo o que eu mais gosto em uma praia: água cristalina, cerveja barata e o turismo ainda é tímido.


Porém, não pense que não há estrutura. Há! E olha, com a qualidade do interior.


Comi costelinha suína com molho barbecue no Praia Pub. O dono do estabelecimento, o Ricardo, e o chef Yuri, vieram à minha mesa, conversar e se certificar do meu conforto. Há empreendedores que não sabem o quanto isso é importante.






A Marguerita feita por Jean, um francês gente fina do Vila Stella Cadente, é uma das melhores que tomei. Some a isto o ambiente interno que, ao cair da tarde, se transforma, e a vista do pôr do sol de lá mesmo… Não tem preço.







Fiquei na pousada Santa Edwiges, da Auri. Precinho camarada feito para um amigo que ajudou a malhar o Judas – tradição local que é levada muito a sério.


Este post não é somente sobre o lugar, mas também sobre pessoas.


Em busca das cavernas, me perdi, e fui resgatado por um casal de novinhos de Fortim: a Thay e o Alexandre. Passaram comigo grande parte do dia: almoçamos juntos, demos muitas risadas e, hoje, somos um grupo de Whatsapp chamado “amigos das cavernas”, com planos pra aventuras futuras.







Muito mais inusitado foi conhecer dois irmãos franceses: um, com pouco conhecimento de Português e o outro, somente com Francês e Inglês. Este, há quatro meses fora de casa, rodava o mundo e era a vez do Ceará.


Salut, ça va?” Esta brincadeira foi o início de um mês indescritível pra mim na companhia deles. Causo pra outro post. (Vai pensando que tu vai escrever aqui de novo hehe…)


Pontal de Maceió é paradisíaca: alguns passos na praia e você está sozinho sem ver ninguém ao seu redor. Faça isso em direção às pedras e você encontra pequenos monólitos, esculpidos pelo tempo, em forma de animais, assim como cavernas que surgem e desaparecem conforme a maré.







Quer um conselho?! (Não hehe) Conheça esse pedaço de chão cearense que vale a pena.

Até a próxima.


"José Jr. é um coração irrequieto apaixonado pela natureza nordestina."



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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Projeto do Festival de Quadrilhas






Já começo avisando que esse post não é sobre corrupção. :P


Está começando o mês de junho e é uma época muito importante para nós, nordestinos. É O SÃO JOÃO!


Já falamos aqui algumas vezes que a cultura é a transmissão dos valores de um povo. E que a música e a tecnologia têm um papel fundamental nisso. E eu tomei essa missão para mim e para o blog Fazendo um projeto dar certo.


Vocês não têm noção de quantas vezes eu obriguei a minha filha a ver vídeos das quadrilhas juninas, bem como a levei para ver as quadrilhas ao vivo:






Mesmo que o mundo esteja uma merda, crise política, econômica, seca, calor, violência, chicungunha… A festa não pode parar. A música, as comidas, as tradições e os nossos valores são um alento para a vida seguir melhor. Ir buscar no passado forças para enfrentar o futuro. Acreditar naquilo que nós somos e no melhor que nós temos.


Em 2016, eu assisti de perto ao nosso maior festival de quadrilhas e fiquei maravilhado com o tamanho da festa e da organização. Tanto que já deixei desde lá esse post agendado.


Tanto que eu andei gravando os meus vídeos e eles vão aparecer lá no final do post.


Fiquei impressionado com o altíssimo nível artístico do evento. Nem se compara aos tempos em que eu dançava quadrilha. ;)


Cada quadrilha tem a sua própria banda de música e eles trazem no repertório uma alternância entre composições próprias e clássicos juninos.


O regulamento do campeonato exige itens obrigatórios das quadrilhas tradicionais como o casamento matuto e alguns passos da dança, mas também há muito espaço para improvisação e criatividade.


O que motivou realmente o post foi a superorganização do evento. Uma estrutura excelente com tablado coberto, decoração, som e arquibancadas. Cada quadrilha tem aproximadamente 5 minutos de preparação e 20 minutos para se apresentar, o que torna o espetáculo agradável de se assistir.


Eu fiquei até comparando com a LIESA (as escolas de samba do Rio de Janeiro). Óbvio que as nossas quadrilhas juninas não têm todo o investimento financeiro que a Globo traz ao desfile das escolas de samba. Não há tanto dinheiro, nem todo o profissionalismo de lá em que pessoas trabalham o ano inteiro exclusivamente para o desfile.


Mas eu consegui fazer esse paralelo em relação ao conceito da festa e à qualidade das apresentações.















Também comparo com os campeonatos de futebol. É que as quadrilhas passam praticamente dois meses duelando entre si. Começam nos torneios regionais no sertão. As melhores vão vencendo e subindo “de divisão”, até vir a Fortaleza disputar a final do Campeonato Cearense de Quadrilhas. Quem vence, ganha patrocínio para ir disputar o Campeonato Brasileiro de Quadrilhas. No ano passado, foi em Belém.


Dá pra ver nos olhos da garotada dançarina, o amor que eles têm à música, à festa, à cultura e à dança.


Então, a minha dica final é PRESTIGIE! Se puder, vá presencialmente. Se não, pelo menos veja na TV. Quem não é daqui, poderá conhecer esse grandioso espetáculo artístico. E quem é sertanejo, vai valorizar a nossa cultura.


E VIVA SÃO JOÃO!






Se quiser ler mais:



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