quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os N empregos das aspas






Vivemos a derradeira fase do capitalismo, mas ele ainda vai espernear muito e nos azunhar muito antes de morrer. Nós vamos trabalhar muito, em vários empregos ruins, simultaneamente.






Já tratamos dessa temática em outro post do blog:




Todo bom estudante de Português sabe da versatilidade do porquê e dos seus usos:








Pois eu acho que as aspas têm tanta versatilidade quanto o porquê.


O uso clássico desse sinal de pontuação é para delimitar uma citação. Elas são especialistas nisso! Naquela hora que você quer mandar um CTRL C CTRL V de um terceiro bem no meio do seu texto.


Ou até mesmo de outro texto seu, como eu já falei no post da semana passada: “Óbvio que nenhum projeto são só flores do início ao fim”.


Também utilizamos muito as aspas agora como um recurso de ironia, quando queremos relativizar ou mesmo desdenhar da definição literal da expressão marcada com as aspas.


Outra possibilidade é para marcar neologismos no texto. Uma forma de avisarmos aos leitores que estamos “inventando” aquela palavra ou atribuindo um novo significado para ela.


As danadinhas generalistas também podem aparecer como recurso de formatação, quando queremos delimitar no texto uma expressão formada por um conjunto de palavras.


Os meus amigos fazedores de sistemas adoram utilizar essa função das aspas:


O campo “Data de Nascimento” é obrigatório.


Nessa mesma toada, elas ainda servem para delimitar no texto o nome completo de obras.


O livro “Fazendo um projeto dar certo” apresenta mais de 1000 dicas sobre Gerenciamento de Projetos e Desenvolvimento de Sistemas.


Escrevendo em Inglês, também fui orientado a utilizá-las num contexto bem semelhante:


I write on blogs “Fazendo um projeto dar certo” and “Bora Ouvir Uma”.


Quando estamos lendo um texto em voz alta, é necessário dizer “abre aspas” e “fecha aspas” para a leitura correta e para a boa transmissão da mensagem.


Quando conversamos olho no olho, é comum desenharmos as aspas no ar, utilizando-se os dedos indicadores e médios.


É uma demonstração da capacidade absurda do bicho-homem de se comunicar.


Aspas dentro de aspas, viram apóstrofes. É uma regra hierárquica que vem lá da matemática com os seus parênteses, colchetes e chaves.


Então, agora é contigo. Não erre mais essa questão das aspas. E eu abro aspas pra você que vai mandar ver aqui nos comentários.


Um abraço.






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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Projeto das 1.000.000 de cisternas






Dizem os manuais de planejamento que uma boa meta precisa ser desafiadora. Não pode ser molezinha para não gerar acomodação da equipe e não pode ser impossível para não fazer com que a equipe desista antes mesmo de começar.


Lembrei até da anedota presidencial: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”.


Temos um post bem bacana sobre a definição de boas metas:




E essa meta aqui, ó:


Vamos construir 1 milhão de cisternas!”


Rapaz, como eu gosto de brincar: quem fala assim, não é gago, não. Que meta arrojada, hein!? Quase insana eu diria. Um milhão de qualquer coisa sempre é muita coisa. Até mesmo na China.







A minha filha Isabela vai com 4 anos e está aprendendo os números e as unidades de medida. Ela cismou que milhões é uma unidade monetária. Não sei de onde ela tirou essa ideia. Da minha conta, com certeza, não foi. :P


Eu até trabalho com milhões de reais, mas só trabalho. Estamos desenvolvendo um sistema que paga mensalmente mais de 40 bilhões de reais a mais de 30 milhões de brasileiros.


O Jornal O Povo e a COGERH noticiam que o Ceará acumulou em seus açudes em 2017, até abril, nada menos do que 1,250 bilhão de metros cúbicos de água. UAU!


Eu pensei: pronto! Estamos resolvidos.


Daí continuei lendo a matéria e descobri que isso era somente 25% da média histórica de 4 bilhões! Triplo UAU carpado, agora!


Mas deve ser água suficiente para evitar o racionamento pelo menos na região metropolitana de Fortaleza. E continuamos na torcida para a conclusão do projeto de transposição das águas do São Francisco.






Quem também está trabalhando forte “contra” a seca, são os nossos amigos das cisternas.


A ideia é investir em mecanismos e tecnologias de convivência com a seca, diminuindo o êxodo rural e, consequentemente, o inchaço das cidades com as suas consequências indigestas: favelas, trânsito e violência.


Foram 750 ONGs que se uniram na ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) para tocar esse projeto extremamente ousado: colocar em funcionamento 1 milhão de cisternas!


O projeto vai em cima do conceito da microeconomia. Pequenos grupos locais com pouco dinheiro se unem para resolver localmente o seu problema. A multiplicação desses grupos gera um formigueiro que levanta toda a macroeconomia.


Os próprios locais são capacitados a construírem as suas próprias cisternas. Isso diminui os custos e gera um envolvimento absurdo com o projeto. É algo deles, que eles geraram e que precisará ser extremamente bem cuidado. Isso é Fazendo um Projeto dar Certo, meu chapa!


As próprias famílias são capacitadas sobre como manejar a água adequadamente e conviver com a seca e com a cisterna.


Também buscam a democratização da água. Em vez de gastar milhões fazendo grandes barragens que geralmente ficarão sob posse do maior fazendeiro da região, coincidentemente, o dono do “curral” eleitoral, cada pequena família é dona da sua própria cisterna. Inclusão, cidadania e democracia.


Uma política pública genial e nascida de baixo pra cima, ou seja, fora do governo.


Tanto que os governos do PT compraram a ideia e passaram a apoiar fortemente o projeto. A política pública foi assumida pelo poder público em forma de parceria, sem matar o projeto original.


Um projeto tão bem desenhado e agora com um patrocínio mais forte atingiu um sucesso absurdo.


Acreditemos ou não, eles bateram a meta ainda em 2014:


Temos 1 milhão de cisternas construídas!”


O último relatório que eu encontrei é ainda pré-impeachment e já apontava a marca de 1,2 milhão de cisternas construídas, ao custo médio de 3 mil reais cada. Juntas elas conseguem armazenar 20 bilhões de litros de água. UAAAAAAAU!


O governo ainda alega que parte desses 3 mil reais são economizados na área da Saúde uma vez que a água de qualidade melhora a saúde dessas famílias.


O projeto “pegou” tanto que foram geradas algumas variantes. Eu falo da construção de cisternas em escolas e da construção de cisternas para a produção de alimentos. Essas últimas captam água de mais baixa qualidade, exclusiva para a produção e só são construídas para famílias que já possuem a primeira cisterna (a do consumo).









Óbvio que nenhum projeto são só flores do início ao fim.


O governo investiu em cisternas de plástico e isso desagradou muito o pessoal das ONGs por conta de todo o conceito inicial microeconômico e solidário do projeto que eu expliquei no início do post.


A cisterna de plástico é mais cara e, obviamente, feita por grandes empreiteiras que podem fazer grandes doações eleitorais. Liguem os fios.


Por outro lado, acredito que tenha sido importante para dar escala e chegar ao número mágico do projeto: “1 milhão de cisternas construídas”.


Números que também são divergentes e no site da ASA ainda se contabilizam “apenas” 600 mil cisternas. Talvez sejam as de concreto.






Quando eu pego o carro para voltar a Várzea Alegre, eu vejo dezenas de cisternas nas casinhas que margeiam as rodovias.







A minha pesquisa para o post se deu aqui ó:



Um abraço.


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fazendo um Projeto Dar Certo em Pacajus







O meu pai me convidou e eu fui apresentar o livro Fazendo um Projeto Dar Certo em Pacajus (CE).


Pegar o carro e encarar 120 km de estrada para conhecer uma cidade nova é a atitude necessária que sempre pregamos em Fazendo um Projeto Dar Certo.









Lá chegando, encontrei uma moçada de mais ou menos 16 anos muito assustada:


O nosso corpo está mudando. O mundo, a sociedade, tudo está mudando. Estamos confusos…”


E eu só pensando:


ha ha Se eu, com estabilidade profissional e o dobro da idade deles, estou assustado com as mudanças do mundo…”


Depois do quebra-gelo inicial, eles se abriram e conversamos bastante sobre: gerenciamento de projetos, projetos, projeto de vida, gerenciamento de pessoas, desenvolvimento de sistemas, motivação, ética, política, futuro, sonhos, realidade


Perguntei para eles como era estudar em uma escola de ponta, de tempo integral, profissionalizante e PÚBLICA.


O slide favoritaço da galera foi esse aqui:






E aí, o que a gente faz quando o cliente traz uma solução bosta?”


Quem é o profissional? Quem estudou? Quem sabe fazer? Quem tem experiência? Quem segue um código de ética? Quem tem um nome a zelar no mercado? Então, dispense educadamente. Explique porque não vai funcionar, forneça soluções alternativas e, em último caso, sugira que o cliente procure outro profissional.”


Eu ainda contei um causo pra ilustrar.


Eu estava precisando de um móvel novo para o meu som. Chamei o marceneiro e passei 10 minutos lhe explicando o meu projeto: um desenho em forma de hexágono. Terminadas as explicações, as dúvidas e todas as medidas que eu tinha projetado, ele deu o veredicto:


Não vai dar certo, não. Eu vou precisar reforçar a estrutura aqui nas laterais e não vai ficar bonito.”


Aí, meu amigo e minha amiga, como diz o Henrique Modesto: “Longe de mim teimar com especialista”.


Foi uma tarde de muito aprendizado em Pacajus e, à noite, fomos conhecer os polos gastronômicos locais.


Valeu moçada de Pacajus!













A gente se encontra por aí. Ou por aqui.


PS: Se você quer essa palestra, entre em contato.
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Acidente na garagem






Nós sempre tentamos inovar no estilo, nos temas e nos conteúdos aqui do blog. Em tempos de terceirização 100% e da minha presença no Facebook, nós vamos agora com o nosso primeiro post coletivo e colaborativo.


Eu mandei essa aqui no Facebook:







O seu carro lindo e maravilhoso está bem estacionadinho na sua garagem daí vem o imbecil do seu vizinho e bate nele. O que você faria?
(Se der mais de 10 respostas, eu faço um post.)”


Eu me diverti bastante com as respostas e acredito que você também vai se divertir bastante com essa história.


Então, mais do que nunca, atendendo a pedidos…


A garagem lá do nosso prédio é muito apertada. Tanto que é difícil até abrir as portas para acessar o carro. Tanto que eu sempre repetia para a minha esposa os dois mandamentos da garagem:


1º MANDAMENTO: Nunca entre de frente de uma vez só;
2º MANDAMENTO: Entre a Hilux e o Siena, se for bater, bata no Siena;









Sorte nossa que o vizinho da Hilux se mudou. :P


E vamos agora à parte colaborativa do post: as respostas dos internautas…


Olha, numa crise dessas, eu faria um acordo e ficaria com o dinheiro pra mim.”


Praticidade 1000, né não? E eu só pensando em como seria constrangedor passar meses e meses vendo aquele carro batido na garagem.


Conversar. Se não rolar um acordo amigável, desista.”


Chama a Polícia, o DETRAN, a CPRV, o Juizado, a AMC, o MIB, a CIA, o FBI, a NASA…”


Cobra em dobro desse imbecil.”


Ai, coitado!


Faz um post pedindo a opinião das pessoas nas redes sociais.”


Que trollada, hein!?


Vai na paz, conversa e tenta recuperar as imagens nas câmeras de segurança do condomínio.”


Bem racional. Mas eu tinha visto o acidente…


Quebra o carro dele todinho com pau de macarrão.”


Eita! Ainda bem que esse é de Brasília e não é o meu vizinho de garagem. ;)


Lá pela décima resposta, o pessoal já tava respondendo assim:


Post! Post! Post!”


Que doideira, hein!?


Daí, eu avisei:


Vocês irão se surpreender com o final dessa história.”


E, finalmente, esclareci tudo:


Senhores e senhoras e senhoritas,
Na terça (28), eu cheguei em casa bastante assustado por conta da violência da selva fortalezense. Também estava muito cansado do futebol e da gripe.
Daí eu quis dar uma de MacGyver e entrar na garagem de uma vez. Só parei quando senti que tinha encostado no carro do vizinho.
PUTZ!
Um ralãozinho no para-choque.
Ele foi bem compreensivo e o carro já está consertado.
Vida que segue.
E eu tô devendo um post pra vocês. Vou colocar na fila do blog e ele deve aparecer por aqui em algumas semanas.
Valeu pela ajuda, pelos conselhos e pela brincadeira.
Um grande abraço.”


E ainda houve uma réplica:


Tu era o imbecil??? Putz!!! Ainda bem que você é do bem e resolveu....”


E aí? Você também se surpreendeu com essa história? Pois terá outra grande surpresa quando ler o final do nosso livro O Excremento da Flor do Desejo pela Coisa.


Nessa brincadeira, fizemos uma demonstração do poder das palavras e das imagens. Como nos manipulam facilmente, né não?


Ninguém desconfiou que eu poderia ter batido. NINGUÉM!


O meu pai ainda me deu uma bronca porque as redes sociais têm um código de ética e eu não poderia estar chamando as pessoas de imbecis. :P


Aqui no blog nós pregamos a paz, a tolerância, o respeito, a boa convivência e a ética:







As primeiras conversas com o meu vizinho foram através dos porteiros do prédio e do WhatsApp.


Diante de todo esse contratempo que eu causei, eu não podia exigir que ele estivesse feliz, né?


Ele foi muito gente boa e saiu pesquisando orçamentos em diferentes oficinas. Até me propôs a solução mais barata pra mim: eu compraria a tinta e ele faria o conserto na funilaria da nossa rua.


E aí entra um pouco de utilidade no post.


Não adianta você simplesmente chegar em uma loja de tintas automotivas dizendo que precisa de tinta para pintar um carro cinza, prata, bege, dourado ou mesmo preto.


As montadoras são extremamente criativas na hora de definir suas cores bem como os exóticos nomes que dão para elas.


E você não quer um carro pintado com múltiplas cores “parecidas”, ok?


Então, ele me mandou uma foto do interior da porta do carro dele.






Eu não entendi, mas foi com isso que me dirigi à loja. Graças a Deus, a vendedora estava treinada para interpretar esses diversos códigos e me vendeu a tinta correta.


Bati na porta do apartamento dele e entreguei-lhe as tintas, o dinheiro do funileiro e mais uma grana extra para algum contratempo, gasolina, lavagem do carro ou mesmo para ele comer uma pizza. Por sinal, foi a primeira vez que conversamos pessoalmente na vida.


Ele ainda me contou que recentemente vivera essa mesmíssima história só que interpretando o meu personagem.


É, meu chapa e minha chapa! Todos nós estamos sujeitos a um dia ruim e a um acidente.





E eu só fiz essa brincadeira de post porque o carro dele já está consertado.






Fiquem em paz.



POST SCRIPTUM

Eu escrevo tanto sozinho.
Foi uma delícia fazer esse post tão interativo.
Façamos mais!


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Projeto para aprender outro idioma ou como aprender Inglês






Em um post recente, falamos sobre o estudo de idiomas:




E hoje retornamos ao tema…


O meu amigo Adilton andava estudando Japonês. Ele me explicou que o idioma possui 5000 ideogramas – que são aquelas “coisinhas” que eles desenham para formas as palavras. Como se fossem as nossas letras, saca? Já pensou um alfabeto com 5000 letras? Será por isso que os japoneses são tão inteligentes? Ou é burrice criar uma forma de comunicação tão complexa?


Falando em Japonês e em 5000, também lembrei da lenda da secretária que ganhava uma nota aqui em Fortaleza porque sabia falar Japonês.





O meu amigo Alexandre foi fazer doutorado na Argentina. Depois de uns anos, cada e-mail que chegava vinha misturando palavras em Português e em Espanhol. E eu posso?





A minha colega Núbia ama o Francês e quase todos os dias eu ganho um bonjour dela. Bom dia pra ela também. Ou bonjour sei lá. :P





Vou falar também dos gêmeos Raviel e Rafael. É legal que eles curtem os meus posts e eu nunca sei quem é quem.


O Raviel foi bater na Hungria através do programa Ciência Sem Fronteiras. Ele fala Inglês e Espanhol fluentemente, já estudou um ano de Húngaro e atualmente estuda Holandês. Tenho muito orgulho desse cara. A pessoa chegar na Hungria saindo de Várzea Alegre é muito foda.





O Rafael foi pra Argentina e agora fala Espanhol fluentemente, além de Inglês fluente e atualmente ele estuda Coreano (fã do K-Pop). Fico só imaginando as conversas desses bichos em casa. E o desespero da mãe deles sem entender nada. :P





E esse post é igual ao programa do João Kléber. Não sai daí não que já, já, daqui a pouquinho, logo, logo, eu vou te ensinar a aprender Inglês…


A minha filha Isabela, aos 4 anos, já fala Português muito bem. Ela entende um pouco das regras e apresenta um ótimo vocabulário, acerta concordâncias, plurais… coisa linda. Principalmente quando ela está “facando” as suas massinhas.



[Isabela escrevendo em Inglês]




[No vídeo, a Isabela, à época com 3 anos,
“lendo” a história da chapeuzinho vermelho] 


Quando estivemos em Jericoacoara, tinha um pivete de 3 anos na pousada que já arranhava em 3 idiomas, graças às viagens da família. Muito massa. Espero que ele não tenha surtado.


E tem outro amigo nosso que eu não vou poder revelar o nome dele aqui que sempre caía nessa:


Fulano, lá nos Estados Unidos as crianças são inteligentes demais. Tu acredita que toda criança de 3 anos lá já sabe falar Inglês?


Também vou falar aqui do Senhor que abriu o seu discurso na cerimônia das Olimpíadas com um hoy pausado e a metade do estádio respondeu “oi”. Também temos que dar um desconto por ser no Brasil, né? Metade deve ter entendido que era uma saudação “oi” e a outra metade entendeu o que era, mas respondeu assim mesmo para não perder a oportunidade de frescar. ;)


E eu sigo aqui cozinhando o post e marcando os meus amigos para aumentar a audiência do blog. :P Logo, logo, eu vou te ensinar a aprender Inglês… É já, já. Fica aí.


Eu estudo Português praticamente desde que nasci. Há dois anos, li a gramática do Mestre Azeredo para aperfeiçoar a minha escrita.







À época do vestibular, me orientaram assim:


Olha, o pessoal do Inglês e dos demais idiomas vem pra tirar 10. Você vai ter mais chances estudando Espanhol.


E foi assim que eu estudei Espanhol por um ano. Por sinal, uma língua que eu adoro.






Eu estudei Inglês também praticamente a minha vida inteira. Desde os primeiros anos de escola, onde todo ano “aprendíamos” o verbo to be. Fiz 1 semestre na mitológica Casa de Cultura Britânica da Universidade Federal do Ceará. Também fiz alguns semestres em uma escola de idiomas paga e “tradicional”. E, atualmente, estou fazendo um cursinho EAD com a ajuda da empresa onde trabalho. Será que eu não aprenderei?





(Lá na UFC tinha o curso de Esperanto, mas não lembro se conheço alguém que estudava esse idioma.)


E quem nunca usou uma camiseta com frases “estranhas” em Inglês? Mesmo sem entender o que estava escrito ou até mesmo se estava escrito corretamente? E quando alguém te perguntava: o que está escrito?







Em 2015, estávamos em um churrasco muito agradável na serra de Guaramiranga quando apareceu uma turma de escoceses. Eu me escondi na churrasqueira o quanto pude, mas, altas horas e altas cervejas depois, comecei a falar Inglês com os caras de uma forma que eu jamais imaginei ser possível. Bendita cerveja. Digo, estudo.


Esse dia foi louco. A escocesa chegou falando algo parecido com “grata” e a minha esposa logo mandou um “por nada”. E só depois alguém explicou que ela estava dizendo o nome dela: “Greta”. Rimos bastante.






Eu aprendi a desenvolver sistemas junto com o meu amigo Hárley. Lá em 1998, lá nos cafundós de Várzea Alegre a gente já fazia sites. E não é que ele foi implantar um sistema em Londres? Meu ídolo! #mito


Por sinal, o cara sumiu. Será que ele ainda tá em Londres?


Também andei trocando uns e-mails em Inglês com o pessoal que dá suporte para o meu site e, ainda, com o meu brother Eduardo.


Cito ainda o meu amigo David Banhos: sempre que eu estava resmungando de alguma coisa ele me dizia: C'est la vie.


E o José Júnior ficou embasbacado com a ideia: como é que você não sabe Inglês e vai ensinar a aprender Inglês?



E você pode participar pelos comentários dizendo quais são os seus idiomas.









Por que aprender outro idioma?


  • Poder viajar e conhecer outros lugares, povos e culturas. Aprende para viajar. Viaja para aprender;
  • Trabalhar. No mundo globalizado pode ser necessário falar em outros idiomas no seu trabalho;
  • Estudar. Obviamente, quando você conhece outros idiomas, você aumenta as suas fontes de estudo;
  • Entretenimento. A diversão de estudar outro idioma e o imenso cardápio de opções de entretenimento (filmes, séries, livros, músicas…) disponível em outros idiomas;
  • Curiosidade. Saber como se comunicam outros povos em outras línguas;
  • Autoestima. Dizer “eu sou foda, eu sei falar _________”.











Como aprender Inglês?


Ô povo ansioso esse aqui do blog. É brincadeira, viu? Não escrevi nem 1000 palavras ainda e o pessoal só querendo saber logo como é a parada…


Por que diabos eu ainda não aprendi Inglês depois de mais de 20 anos estudando? Eu sou tapado? Ou eu estou utilizando os métodos errados?


E foi nessa que o Izequiel enviou pelo WhatsApp o “Guia definitivo para aprender Inglês”. Depois de uns dias, consegui pegar o bichinho pra ler e eu fiquei maravilhado.


E não é que é assim, mesmo?
Como é que Isabela fala Português tão bem se ela não sabe ler e nunca pegou nem na capa de uma gramática?


O Guia foi elaborado pelo Mairo Vergara que é um especialista em aprender idiomas. Há mais de uma década ele estuda as técnicas de famosos poliglotas e vêm compilando tudo isso no seu guia.


Pense com ele: como é que você vai aprender um idioma em 2 aulas semanais de 1 hora de duração falando com um bando de gente que não sabe falar? Como começar aprendendo gramática? O livro te dá dois exemplos e te pede pra responder 10 exercícios em seguida? Alow!


E os cursinhos têm que mostrar logo resultados. Eles te botam pra falar desde o primeiro dia pra você ter a ilusão de que “já está falando” e não desistir do cur$o.







Quando Isabela falou “papai” ela já ouvia Português há uns 2 anos.


Então, o Mairo diz que devemos aprender um idioma da mesma forma natural que uma criança nativa:


  1. Aprenda a ouvir
  2. Aprenda a ler
  3. Aprenda a falar
  4. Aprenda a escrever


(Embora as crianças falem bem antes de ler.)


Depois que você sabe o segredo, parece até meio imbecil: devemos aprender um idioma da mesma forma natural que uma criança nativa.


Mas faz todo o sentido!


Aprender um idioma é dominar uma nova habilidade. Da mesma forma quando você aprende um esporte ou aprende a tocar um instrumento, você precisa praticar bastante por várias e várias horas ao longo de vários e vários anos. É preciso disciplina, foco e persistência.


Algumas dicas do Guia:
  • Ouvir bastante Inglês – como uma criança nativa, lembra?
  • Ouvir Inglês de nativos – que sabem falar Inglês corretamente;
  • No começo, você não vai entender nada. Com o tempo, a fala vai ficando mais “devagar”;
  • Ouça o mesmo texto várias vezes. Até cinquenta vezes, se preciso. Até você decorar o texto em Inglês. Até aquelas frases e sons se incorporarem ao seu cérebro. Na marra!
  • Entenda o texto. O que está sendo dito;
  • Abstraia a gramática. Gramática só no nível mais avançado ou para regras mais específicas;
  • Nunca decore palavras e, sim, sentenças (frases) inteiras.
  • Utilize um software para te ajudar a memorizar infinitas frases. Como na época do colégio. Decorar, mesmo. Na marra!
  • Quando você souber ouvir em Inglês, estará muito perto de saber falar (por repetição). Lembra da Isabela?
  • Quando você souber ler em Inglês, estará muito perto de saber escrever em Inglês.


O guia é um PDF de 66 páginas e eu recomendo fortemente que você o leia. Mesmo que não pretenda aprender Inglês e mesmo que não vá seguir esse método, leia para abrir um pouco a sua mente. O Guia também apresenta vídeos para quem prefere absorvê-lo através desta mídia.


O Guia foca no Inglês porque ele traz várias fontes para estudos nesse idioma: textos, vídeos, áudios, dicionários… Mas as dicas servem para o aprendizado de idiomas em geral.


No link a seguir, é possível se cadastrar e receber o PDF em seu e-mail:




No vídeo abaixo, um “resumo” do guia e da metodologia:








O site MairoVergara.com (www.mairovergara.com) é um Portal de Estudos de Inglês, com dezenas de artigos, vídeos e materiais para você estudar.” Tudo gráti$!




Eles têm uma modalidade de cursos pagos, mas eu quero destacar aqui a infinidade de material para você estudar de graça. Só depende de você, meu chapa e minha chapa! A culpa não é de mais ninguém.


A molezinha é tanta que ele ainda manda um e-mail na semana com o resumo de todo o material adicionado ao site.


Outro bom site gratuito para estudar Inglês é esse aqui ó:




Agora é com você! ;)




Política de transparência do blog


Eu não conheço o Mairo Vergara pessoalmente. Eu conheço o Mairo Vergara como pessoa pública que ele é e através do trabalho dele.


O Mairo Vergara não me pagou para fazer esse post. Na verdade, ele nem sabe que eu existo.


O blog é um projeto pessoal meu que eu executo praticamente sozinho. Sou eu quem escrevo. Sou eu quem produzo. Sou eu quem patrocino. E sou eu quem pago ao Facebook para divulgar os posts.


Eu escolho os temas dos posts. Às vezes, contando com colaborações dos leitores. Assuntos que eu goste, que eu entenda que conseguirei desenvolver o post e que tenham alguma utilidade para a audiência.


Quem é meu amigo ou acompanha o meu trabalho sabe que eu gosto de compartilhar coisas que eu acho que vão melhorar as vidas das pessoas. E foi com esse intuito que eu fiz esse post.


Hugs.



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