Se
quiser saber um pouco da história da poesia Miragens,
leia o livro Miragens.
Lá você também vai encontrar vários outros textos e suas
histórias. Veja tudo em miragens.art.br.
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Peço
desculpa aos leitores pelo título do post, mas não encontrei no
dicionário nenhuma palavra melhor para descrever o que a mineradora
Samarco fez. Um projeto que não deu tão certo e que está
complicando muito a vida de várias pessoas que não tinham nada a
ver com a empresa. Matou pessoas, animais, rios, sonhos... Tudo em
busca de mais dinheiro e com um gerenciamento de riscos falho. Até
porque, como veremos aqui, gerenciar os riscos do projeto custa
dinheiro.
“Riscos
são eventos incertos que podem ocorrer ou não e, seguramente, vão
afetar os objetivos do projeto. Não temos certeza se vão ocorrer ou
não, e não temos certeza em que grau eles vão ocorrer.”
“Gerenciamento
de riscos consiste em identificar as possíveis incertezas e
controlá-las.”
Geralmente,
vemos incertezas como coisas ruins. Mas elas também podem ser
positivas: e se a nossa campanha de marketing atingir o dobro do
público esperado? E se viralizar?
Estratégias
de resposta aos riscos
Quando
pensamos nas incertezas maléficas ao projeto, as teorias apontam 4
tipos de respostas possíveis:
EVITAR
O RISCO – significa investir uma grana para abortar a causa
raiz do evento de risco;
TRANSFERIR
O RISCO – significa terceirizar os prejuízos oriundos da
efetivação do risco. De forma didática, pense na contratação de
um seguro;
MITIGAR
O RISCO – significa atuar para diminuir a probabilidade do
risco ocorrer ou para diminuir os estragos causados caso o risco
aconteça;
ACEITAR
O RISCO – significa “pagar para ver”. A equipe do
projeto detectou o risco, mas o considera de baixa probabilidade
e/ou de baixo impacto para o projeto. Se ele acontecer, bancamos a
contingência.
Analogamente
às estratégias acima, temos estratégias para maximizar os riscos
positivos para o projeto. Respectivamente: Provocar,
Compartilhar,
Melhorar e
Ignorar.
Gerenciar
os riscos do projeto custa dinheiro
As
estratégias chamadas preventivas (realizadas antes que o risco
ocorra) implicam em desembolso imediato de dinheiro. Para as
estratégias reativas, também é necessário ter esse dinheiro à
disposição no projeto (reserva de contingência). Este
é o custo direto do gerenciamento de riscos e deve ser adicionado ao
orçamento do projeto. Veja que é vital fazer um
gerenciamento de riscos bem feito para evitar que o projeto fracasse
pela ocorrência de um risco não gerenciado ou se torne inviável
financeiramente pelos altos custos do gerenciamento dos riscos.
Adicionalmente,
o projeto precisa ter uma reserva gerencial. É aquela “gordura”
no prazo ou no orçamento que será usada caso aconteça algum risco
além dos previstos no gerenciamento de riscos. É uma reserva
necessária para aumentar as chances do projeto dar certo.
Obviamente, quanto melhor a gestão dos riscos no projeto, menor será
a reserva gerencial.
As
notícias dão conta de que a Samarco deverá aportar 20 bilhões de
reais em um fundo para recuperação da região nos próximos 10
anos, além das multas impostas pelo acidente ocorrido e do risco de
falência da empresa – que não gerenciou
adequadamente o risco do rompimento da barragem.
Nós,
brasileiros, nos acostumamos a ouvir no noticiário a expressão “mar
de lama”. Mas sempre de forma metafórica e associada à
corrupção. O que a Samarco fez foi acabar com a nossa metáfora e
nos trazer de volta à literalidade.
Post
Scriptum
Para
mim foi muito difícil escrever este post em virtude do seu alto grau
emotivo. Afinal, várias pessoas inocentes e desavisadas foram
literalmente enterradas vivas.
A
Samarco é da Vale do Rio Doce. A nossa empresa de mineração que
foi privatizada a preço de banana e com dinheiro emprestado pelo
BNDES.
Quem
libera as licenças para a mineração e fiscaliza as atividades é o
Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério das Minas
e Energia. Tudo controlado pelo PMDB. Para quem a Samarco/Vale doou
dezenas de milhões de reais somente na última eleição. E o
sistema é foda, parceiro!
Póstumo
Scriptum
A
ironia maior da história é que a empresa Vale do Rio Doce matou o
vale do Rio Doce de onde ganhou o seu nome.
Para
saber mais
No
livro Fazendo um projeto dar certo,
discutimos os problemas que a falta do gerenciamento adequado de
riscos pode ter em O projeto não tem
planejamento.
Considere
também o livro a seguir, específico sobre Gerenciamento de Riscos:
Óbvio
que ele é 110% suspeito para falar isso. Mas eu assino embaixo. Vai
acabar, mesmo! Não estou falando do fim da TV paga. Estou falando do
fim das operadoras de TV como elas existem hoje – meras
transmissoras de conteúdo.
Por
que pagar tão caro por pacotes FECHADOS? Com um monte de canais que
você não gosta e nunca vai assistir? Isso não é venda casada? Não
é proibido?
As
operadoras alegam que não têm tecnologia para pacotes
individualizados. É mentira! Estamos em 2015 já!
Ah,
mais vários canais vão quebrar e sumir. E daí? É livre
mercado. Os melhores fornecedores sobrevivem. Darwin.
Ah,
mas, na forma individual, os canais ficariam muito caros. Não
mesmo! É livre mercado. Se subir muito o preço, diminui a demanda.
Quebra! Precisa baixar o preço pra enfrentar a concorrência.
Ah,
mas tem canais novos que nunca cairão no gosto do público.
Verdade! Crie um ou dois canais de divulgação de conteúdo de
canais que não estão no seu pacote para degustação. Faça
temporadas de sinal aberto para degustações.
Ah,
mas e o conteúdo nacional? Geração de
empregos aqui. Verdade! Produzam
bons conteúdos nacionais que, com certeza, haverá interesse. Não
importa de onde vem, mas o que vem.
Há
10 anos, o amigo Mitchel falava: “rapaz, TV por assinatura é legal
no começo, mas, depois de uns 2 anos, você fica assistindo só a
Globo”.
No
meu caso, está pior. Percebi que todas as noites estamos em casa
assistindo a episódios megarepetidos dos Simpsons! Depois de passar
pelos 100 canais do pacote, de ficar com LER no dedo, acabar a pilha
do controle, damos a volta completa e paramos nos bonecos amarelos.
Como pode um pacote ter 100 canais? Como pode nada agradar a gente?
Em pleno horário nobre... Tem coisa errada aí...
Por
que a TV paga tem tanto comercial? A gente já não paga pelo
conteúdo? Por que tanto anúncio? Por que não exibe os programas na
forma integral e faz comerciais de anunciantes só entre programas
diferentes? Como é que eu explico pra minha filha de 3 anos que o
desenho dela só vai recomeçar depois do comercial? Que eu não
consigo pular o comercial apertando em um botão do controle remoto,
como no Youtube? E, principalmente e a pior de todas, que eu não
tenho dinheiro suficiente para comprar todos os brinquedos que passam
nos comerciais?
Quantas
vezes você não consegue assistir a um programa que gostaria? Ou é
muito tarde ou você está trabalhando ou tem outros compromissos ou
tem outro programa no mesmo horário... Isso até foi amenizado com
os equipamentos que possuem recursos de gravação. Mas, adivinha...
Eles custam MUITO MAIS caro do que os aparelhos normalmente
fornecidos pelas operadoras.
E
a qualidade da imagem? Fica boa em uma TV de alta resolução? Ou
você precisa pagar MUITO MAIS caro por um receptor HD?
E
aquele monte de cabos e equipamentos espalhados pela casa? E quando
eles não funcionam? Principalmente no horário que você mais
precisa? E o atendimento e o suporte ao assinante que são de péssima
qualidade?
Streaming
Chegou
a hora do streaming – consumo sob demanda. Você vê o que você
quer, na hora que você quer. Você pode até rever quando quiser.
Quantas vezes quiser. Voltar e rever a cena que mais te chamou a
atenção. Parar pra ir ao banheiro. E voltar. E ver de novo. Você
não precisa esperar uma semana inteira pelo próximo episódio de
continuação da história. Ele já está disponível para você
assistir em sequência. A história completa. E rever quantas vezes
precisar.
A
Internet é o meio de transmissão (streaming). Consiga oferecer este
serviço por um preço baixo e você está dando uma porrada na
pirataria. Muita gente poderá consumir (massificação), dividindo
os custos por todos e tornando o preço mais baixo.
Obviamente,
em locais remotos ainda serão necessários equipamentos de
transmissão, como receptores via satélite. Mas, nos grandes
centros, com fibra ótica e banda larga de qualidade, a Internet será
um ótimo meio de transmissão para a TV.
E
aqui entram novos players na briga, como as operadoras telefônicas –
de olho no 4G, na frequência de transmissão hoje utilizada pelas
TVs abertas e na transmissão de TV pelos celulares.
É
só dar o Play
Já
perceberam os sites play? GloboPlay? FoxPlay? Transmissão do
conteúdo dos canais pela Internet. É a ponta do iceberg. Hoje eles
pedem uma senha que você recebe onde? Na sua operadora de TV.
Percebeu que é só uma artimanha para a operadora de TV não ficar
totalmente fora da brincadeira? É o primeiro passo para passar o pé
nas operadoras.
Um
pouco mais avançada já é a venda de streaming puro. A Globo já
vende o seu conteúdo diretamente pela Internet. HBO vem chegando
também... E as operadoras?
A
Globo é um grande ator nessa discussão. Ela é a maior fornecedora
de conteúdo nas TVs aberta e fechada. Ao mesmo tempo, ela também
controla o meio através da operadora NET. Acredito que ela deve
estar bem confusa entre matar ou não as operadoras. Mas não tem
volta. E como a Globo sempre foi muito esperta, ela não vai querer
ficar para trás nessa corrida.
As
novas TVs
Hoje
em dia, Smart TVs com wifi integrado, acesso à Internet e resolução
full HD já custam em torno de 1000 reais.
Vale
ressaltar também que as grandes TVs abertas já fazem transmissões
em HD nos grandes centros. É imagem e som de alta qualidade que você
capta com uma anteninha daquelas de cinco reais que os camelôs
vendem no sinal.
Para
finalizar, conto aqui a história de um amigo do trabalho. Ele
assinou um combo com a operadora de TV. Por que? Por que elas nos
obrigam a isso. Fazem venda casada, pois nos combos os preços ficam
mais baratos do que nas contratações individuais. Pois veja... O
meu amigo precisava de Internet de alta velocidade para navegar e
para assistir TV por streaming. Só que ele assinou o combo por ser
mais vantajoso financeiramente para ele. Moral da história: ele
guardou o inútil receptor de TV no fundo do guarda-roupa. Inclusive
foi esse causo que me deu o insight para este post.
Mais
links que podem ser úteis sobre esta discussão:
Para
terminar esse post em grande estilo, Freddie Mercury e o Queen temiam
pelo fim do rádio. Há mais de 30 anos:
“A
gente se vê por aqui”.
Ei,
psiu, se liga…
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Post
Scriptum
A
repercussão deste post foi excelente! Foi o post mais lido e mais
comentado do blog. Melhor ainda: várias pessoas me relataram que,
ainda antes de ler o post, já haviam cancelado as suas TVs por
assinatura. O que reforça a teoria exposta.
Tomo
aqui a liberdade de contar um segundo causo relacionado. Na Copa, eu
descobri que os pacotes HD da Sky para novos assinantes custavam bem
menos do que eu pagava há anos pelo meu pacote sem HD. Eu me senti
muito traído. Cadê a fidelização e valorização dos seus
clientes?
Tentei
negociar e fui ludibriado e enganado várias vezes. Promessas vazias.
Até que eu me enchi e resolvi cancelar a assinatura. Foi quase um
mês de aborrecimento. Pelo menos 10 horas no telefone. E eles sempre
me enrolando, me enganando, me chantageando e inventando desculpas.
Até
que eu dei um Google e vi um site explicando a única forma de
resolver o meu problema: peguei o número do protocolo que a Sky me
deu e abri um chamado de denúncia no site da Anatel! Realmente, no
último dia do prazo imposto pela Anatel, tudo resolvido.
Ainda
ficamos com os equipamentos guardados em um armário por mais de um
ano esperando a remoção dos mesmos.
Eu
só escrevi este post scriptum porque ontem, 1 dia depois de
subir o post e 16 meses depois de cancelar a minha assinatura da Sky,
recebi um famoso e-mail deles, conforme abaixo:
Entendo
que é difícil para uma empresa gerenciar milhões de clientes. Mas
precisa competência para isso. Menos ganância e mais cuidado com os
seus clientes. Precisaria também de mais ação do poder público,
no caso, das agências reguladoras. O ReclameAqui tem sido uma
salvação para os brasileiros no trato com essas nossas empresas
fracas.
O
sonho dos meus colegas da TI sempre foi desenvolver um software
original e ficar rico. A evolução tecnológica impôs algumas
variações a este sonho: programa, serviço na Internet,
aplicativo... Mas a essência sempre esteve lá. O objetivo deste
post é discutir um pouco sobre como os
produtos da Internet geram receita.
Tudo
começou com o Google. Um megamotor de busca e uma infraestrutura
igualmente colossal sustentando isso. A sacada: se todos gostam da
minha pesquisa, virão usá-la e eu poderei vender
anúncios para eles. Isso mesmo. O Google se sustenta com
publicidade. Inclusive ele consegue até “deturpar” um pouco o
processo oferecendo resultados patrocinados nas buscas. Afinal, se a
pessoa está buscando algo, ela estará mais receptiva a clicar no
meu anúncio. Já reparou quando você procura um dia por um produto
e, magicamente, começa a ser bombardeado com anúncios relacionados
nos dias seguintes?
E
a coisa foi tomando dimensões incríveis. Primeiro, quase morreram
os jornais impressos. As revistas estão indo junto. Hoje se
sustentam ainda em alguns nichos e fãs fiéis. A próxima onda vai
matar a TV aberta. Atualmente, boa parte da publicidade da TV já é
dividida com serviços na Internet. E a Internet leva várias
vantagens, como: saber quem está interessado no quê e oferecer
conteúdo direcionado; não há limites de 30 segundos por vídeo; é
possível iniciar uma interação e um relacionamento com o seu
cliente.
O
Facebook não é muito diferente. Vive de anúncios. E também da
venda de “likes”. Chegamos a um nível tão grande de disputa que
o Google e o Facebook pesquisam ($$$$) tecnologias para levar
Internet de graça a locais remotos e, tcharam, obter mais clientes –
mais gente para consumir seus anúncios.
E
aqui apenas um registro óbvio: ser dono do meio de transmissão
também é uma forma de ganhar muito dinheiro com a Internet.
Venham
até mim
Então
qualquer um pode oferecer anúncios dentro de um site ou aplicativo.
Até terceirizar esse serviço (para o Google, por exemplo). Para a
estratégia funcionar bem, precisa ter muitos acessos no seu site.
Muitos
até apelam para pornografia, sensacionalismo ou pirataria. São
formas consagradas de chamar atenção de muita gente e ganhar
dinheiro com isso. Os piratas também ganham dinheiro roubando dados
pessoais ou bancários de pessoas que caem em suas armadilhas
virtuais.
Serviços maiores até investem em publicidade na própria Internet ou em outras mídias (TV, outdoors...) para obter mais acessos e, consequentemente, mais lucros.
Streaming
Com
a melhora da qualidade da banda de Internet, é possível enviar
grandes quantidades de dados em tempo real, viabilizando os serviços
de streaming. Os dados (músicas, filmes...) são enviados
diretamente para o aparelho que os exibirá sob demanda. Assim
funcionam novos serviços de música e vídeo por assinatura:
Spotify, Netflix...
Os
próprios canais de TV já estão disponibilizando conteúdo pela
Internet, como nos sites Play: GloboPlay, FoxPlay...
Os
dois parágrafos anteriores significam a nova forma de vender música
e o possível fim da TV por assinatura nos moldes atuais (com
operadoras de TV).
E-commerce
Para
o comércio eletrônico, a Internet é apenas um meio. Eles lucram
realmente com a venda de produtos através da rede. Resolvidas as
questões logísticas de como receber os insumos dos fornecedores e
entregar os produtos aos seus clientes, é possível ampliar
infinitamente o alcance de vendas da sua loja. É bem mais barato
manter uma loja virtual com depósitos e poucos funcionários do que
bancar megaestruturas de atendimento ao público, como em shoppings.
Experimente comparar o preço de um mesmo produto no shopping e na
loja eletrônica do mesmo grupo.
E
aqui tem uma grande pegadinha psicológica: quem
comprou esse, também comprou esse junto! Seu trouxa!
Sem falar
nela… (Tudo pela metade do dobro...)
Versão
free x paga
Alguns
aplicativos ou serviços possuem uma versão free para
fidelização de novos usuários. A versão paga normalmente
disponibiliza mais funcionalidades ou livra os usuários de anúncios
indesejados. Depois que a pessoa está viciada e dependente do
serviço, ela está mais propensa a pagar uma grana por ele.
Traficantes também agem assim. ;)
E
o WhatsApp?
Vai
bem na linha do parágrafo anterior. Conseguiu uma popularidade
absurda por ser um software muito útil e bom. Até que chamou a
atenção de Zuckerberg e foi vendido por mais de US$ 21 bilhões.
Bastante grana no bolso dos seus criadores. Agora, o Facebook
sustenta toda a infraestrutura do Whatsapp. O primeiro ganho é
controlar boa parte da comunicação do mundo – quem está falando
sobre o quê. Os próximos passos para obter dinheiro podem ser:
anúncios (naturalmente) ou passar a cobrar pelo serviço (conforme
traficantes citados acima).
A
guerra do Adblock
Hoje
há vários plugins dispostos a bloquear qualquer publicidade
presente nos sites e vídeos. Em tese, isso
quebra o sistema. Sem a grana dos anunciantes, não há como
manter a infraestrutura e a oferta de conteúdo funcionando.
Já
vi sites que me privaram do conteúdo principal até que eu
desligasse o meu bloqueador de anúncios.
Quem
nunca clicou num anúncio que atire a primeira pedra.
Por
sinal, tem uns anúncios de uns livros aí na lateral do blog! ;)
Até!
Ei,
psiu, se liga…
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Se
quiser saber um pouco da história da poesia Apresentando
Dona Candoca, leia o livro Miragens.
Lá você também vai encontrar vários outros textos e suas
histórias. Veja tudo em miragens.art.br.
A
modinha da vez é querer equipes só com generalistas. O sonho da
equipe na qual todo mundo sabe fazer tudo. Saia dessa! Não caia
nessa! É uma cilada, Bino!
O
que a teoria prega é que a equipe do
projeto precisa ser multidisciplinar. Isso não significa
que todas as pessoas precisam saber fazer tudo. Trabalhando em
equipe, complementando as habilidades, o projeto é possível.
Óbvio
que ter generalistas facilita bastante no planejamento do projeto.
Facilita nas substituições, nas ausências não previstas, nos
repasses, na hora de colocar mais gente em algumas atividades…
Mas
não adianta uma equipe só com generalistas medianos. Tudo indica
que o projeto vai naufragar quando as coisas apertarem. A equipe, pra
ser completa e ter mais chances de sucesso no projeto, precisa de
especialistas. Caras que livram a equipe
das armadilhas do projeto. Pessoas que alavancam o conhecimento, a
moral e a força da equipe. Toda equipe boa precisa de um camisa 10
(craque criador) e de um camisa 9 (definidor). Eu ousaria dizer que a
equipe ideal tem pelo menos 30% de
especialistas.
Vale
observar também que nem todo mundo gosta de fazer tudo no projeto.
Tem pessoas que têm verdadeira aversão a determinadas atividades. É
melhor mantê-las produtivas e motivadas fazendo o que gostam para o
bem do projeto.
Obviamente,
nem todo mundo sabe fazer tudo. Treinar as pessoas em todas as
atividades custa caro. Excelentes especialistas também custam muito
caro. E devem ter o seu tempo otimizado a favor do projeto: focar no
que realmente sabem, no seu diferencial técnico.
No
livro Fazendo um projeto dar certo,
discutimos os problemas que uma equipe só de generalistas pode ter
em A equipe não possui o conhecimento
técnico necessário para a execução plena do projeto.