domingo, 5 de novembro de 2017

Projeto de fazer uma tatoo






Eu tenho centenas de faceamigos e dezenas de brothers que a vida me deu. Tenho até uma irmã. Mas irmão, mesmo, de sangue, eu só tenho um: o Pedro Ernesto.






Eu sou o mais velho, então sempre fui a referência em tudo, inclusive para os assuntos femininos. Então, eu sempre carreguei uma imensa responsabilidade de não poder vacilar, se não, ele já me manda um “ei, mah, você não!”. #tenso


Ocorre que hoje é o aniversário dele e eu resolvi homenageá-lo nesse post no qual eu vou mexer com uma das maiores tretas da nossa família, quando ele foi assunto recorrente no “grupo do Whatsapp”.


É que o moleque gastou os seus dois primeiros salários para fazer uma tatuagem. É brincadeira!? (Nossos pais surtam hehe)


Então, eu bolei esse post-entrevista pra entrar na cabeça dele e tentar descobrir “que merda foi essa?”, digo, “o que estava passando na cabeça dele”. :P

Se você tem tatuagem ou filho que fez tatuagem, esse é o seu post. De nada.



[E aí, gata, você tem tatoo?]




Blog Fazendo um Projeto dar Certo: Por que fazer uma tatuagem?
Pedro Ernesto: Acho muito louco ter “um” desenho na pele. Sempre amei a sensação de ver a minha pele desenhada.




FPDC: Sobre o desenho: grande ou pequeno? Por que esse desenho? Tem algum significado?
Pedro Ernesto: Grande. Grande porque queria o braço inteiro. Grande pra ser uma arte completa. Grande porque gosto de olhar no espelho e ver um lado meu desenhado.
O desenho pode ter uma explicação cheia de rodeios… Pode ser porque significa isso ou aquilo… ou pode simplesmente ser porque eu queria o meu braço esquerdo fechado. Escolhi o desenho que melhor me agradou aos olhos, que eu melhor visualizei em meu braço e me imaginei vendo-o pela vida toda, sem enjoar do que estava vendo. E, dentro desse desenho base, fiz algumas modificações e dei significado às partes.







FPDC: Por que no braço?
Pedro Ernesto: Desde que eu me entendo por gente, existia a vontade de tatuar o meu braço esquerdo. Por completo. Especificamente o braço esquerdo, e completo!




FPDC: Doeu?
Pedro Ernesto: Doeu pra caralh*, PQP!
Doeu em todas as partes. Kkkk
Mesmo nas regiões onde dizem ser mais tranquilo, doeu pra caralh*.
Ouço relatos de amigos que é porque sou fraco pra dor (posso até ser), mas, depois da primeira hora e meia de sessão, que a pele já está toda inflamada, dói pra inferno.






FPDC: Como você escolheu o profissional que o tatuaria?
Pedro Ernesto: Pesquisas, pesquisas, pesquisas e… mais pesquisas.
Quando achei que tinha decidido, pesquisei um pouco mais.
Procurei por premiações, por portfólio, por recomendações…
Mas realmente o que me fez decidir foi quando esbarrei com um cara em um “busão” da capital. Estava voltando pra casa depois de visitar um estúdio e bater um papo com a recepcionista e alguns tatuadores do local, quando peguei o “busão” e vi um cara em pé, com os braços pra cima, se segurando, os dois braços "fechados". O desenho em preto e cinza do braço direito me chamou atenção e fui lá perguntar com quem ele tinha feito. Coincidência ou não, o tatuador responsável já estava na minha lista de pesquisas. Fui no dia seguinte falar com ele e iniciar o projeto da minha primeira tattoo.




FPDC: Quanto você acha que gastou com esse projeto de fazer uma tatuagem?
(Alerta: hora de tirar as crianças da sala. :P)
Pedro Ernesto: Entre passagens, pesquisas, visitas, profissional, pomadas, filmes PVC, Uber, moto-táxis, busão e tudo mais… Uns R$ 4.000,00. Quatro e alguma coisa.




FPDC: Como as pessoas com as quais você se relaciona reagiram à novidade?
Pedro Ernesto: Superbem. Hehhe
Inclusive mainha, que não queria de jeito nenhum, que dizia que se eu fizesse enquanto morava com ela, não entraria mais em casa. Kkkkkk
Querendo ou não, ainda existe meio que um “tabu” em relação à tatuagem. Principalmente, por parte das pessoas que já passaram dos 40, 45 anos…
Mas o pessoal com quem eu convivo, em nada mudou. Só reações positivas e elogios à arte que tenho na pele.



FPDC: Como é trabalhar tendo uma tatuagem?
Pedro Ernesto: Normal. Esperava que fosse ser diferente, mas no meu local de trabalho em nada muda ter um desenho na pele.
Por parte dos colegas e em relação aos clientes, posso dizer que em nada muda para 98% dos mesmos, já que em apenas uma ou outra ocasião alguém fez um comentário meio desconfiado a respeito. Até porque atendo a muitos idosos, neh? Era de se esperar até mais.




FPDC: Se pudesse, você voltaria atrás?
Pedro Ernesto: Só se for voltar atrás pra fazer de novo. Kkkk
Não!
Não voltaria.
Amo quando olho. Amo saber que tenho.
Um sonho realizado.
Inclusive, o projeto inicial de uma tatuagem, pode se expandir, pra três… E se der a doida, sai até a quarta. hehhe























Fala aí: esse é o blog mais louco que você respeita, né não? Te espero em algum outro post louco por aí… Vá com Deus!


Ei, psiu, se liga…
Dá para ficar sabendo das novidades do blog pelas redes sociais. Sigam-me os bons!


        

Conheça a minha obra completa em:

3 comentários:

  1. A tatuagem não poderia ser em outro braço mesmo.
    No futebol o drible sempre era para a perna esquerda, tão certo quanto 2 + 2 são 4.
    Definitivamente, a tatuagem teria que ser no braço esquerdo

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  2. Pedim gente boa demais! Parabéns!

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  3. Amei esse post. Meus irmaos lindos e gente boa. Feliz aniversário bê. Amo vocês.
    Ah... Acho que vou fazer uma tatuagem também.

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